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Como as empresas acolhem o trabalhador LGBT+?

by Equipe Alstra
Alstra-Como as empresas acolhem o trabalhador LGBT+?

Embora a vantagem da diversidade no quadro de funcionários já seja bastante conhecida no mundo corporativo, ainda há um grande caminho a ser percorrido para que haja uma boa representatividade. Entre os grupos que precisam que seus direitos tenham mais atenção, está o de trabalhadores LGBT+.

Dados indicam que as empresas precisam melhorar muito no acolhimento aos diferentes grupos. Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria Opinion Box a pedido do LinkedIn, 82% dos trabalhadores LGBT+ afirmaram que ainda falta muito para que as empresas os acolham melhor. Enquanto 38% dos respondentes heterossexuais disseram se sentir acolhidos nas empresas atuais ou anteriores, o índice baixa para 32% entre os trabalhadores LGBT+. Quando o questionamento é sobre se as pessoas que trabalham ao redor deveriam receber mais atenção da empresa, 50% dos respondentes LGBT+ respondem que sim, ante 27% dos heterossexuais.

A pesquisa faz parte da campanha #ProudAtWork, criada pelo LinkedIn, para conscientizar sobre o papel das empresas na história de inclusão LGBT+ e a importância da discussão para a criação de ambientes mais diversificados e inclusivos. Foram ouvidas 1.088 pessoas, de 18 a 56 anos ou mais, de todo o Brasil.

Discriminação

Segundo pesquisa do grupo Santo Caos, o mercado de trabalho perde uma força de 18 milhões de trabalhadores LGBT que são marginalizados pelo preconceito. O estudo descobriu que 61% dos trabalhadores preferem esconder a orientação de gênero no ambiente corporativo. O medo encontra fundamento na mesma pesquisa: 33% das empresas respondentes não contratariam LGBT para cargos de chefia.

A pesquisa do LinkedIn mostra que 35% dos trabalhadores LGBT+ disseram já ter sofrido discriminação velada ou direta no ambiente corporativo. Os principais ataques são piadas e comentários homofóbicos. Os autores são, na maioria, os próprios colegas. 12% dos que sofreram alguma discriminação disseram que foram vítimas dos líderes da empresa, incluindo gestores

O estudo mostra que 50% dos trabalhadores LGBT+ assumiram sua orientação sexual no ambiente corporativo, enquanto 25% contou apenas a alguns colegas e 25% não falou para ninguém. O principal motivo para os trabalhadores LGBT+ não assumirem sua orientação sexual na empresa é por eles não verem necessidade (51%), seguido por não gostar de falar sobre a vida pessoal (37%), ninguém saber sobre a orientação sexual dentro e fora do trabalho (32%) e sofrer medo de represália por parte dos colegas (22%).

Outro estudo, realizado pela Love Mondays, mostrou que 66% dos profissionais LGBT+ afirmaram que assumir sua orientação sexual pode ferir a carreira deles. A pesquisa também descobriu que 62% deles não se candidatariam para um cargo em uma empresa que não apoia a causa.

Iniciativas

Para promover a igualdade e aumentar a conscientização da violência contra os LGBT+, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou, em 2013, a campanha Livres & Iguais. No Brasil, o projeto chegou no ano seguinte. Entre as iniciativas, está o lançamento do manual “Construindo a igualdade de oportunidades no mundo do trabalho: combatendo a homo-lesbo-transfobia”, com histórias reais de pessoas que sofreram discriminação no ambiente profissional e diretrizes para empresas lutarem contra a homo-lesbo-transfobia.

Dando continuidade ao trabalho, em 2017, foram lançados os Padrões de Conduta para Empresas, com base em normas e boas práticas aplicadas pelo mundo com o objetivo de orientar as empresas a respeitarem os direitos da população LGBT+.

Os 5 compromissos básicos a serem seguidos são:

Em todas as ocasiões

  1. Respeitar os direitos humanos

No local de trabalho

  1. Eliminar a discriminação
  2. Apoiar

No mercado

  1. Prevenir outras violações de direitos humanos
  2. Agir na esfera pública

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